quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

EL CALAFATE - ANO NOVO 2016

Os dois últimos dias foram bastante intensos com uma sobrecarga de imagens e sensações, como a Rose já mencionou, o trecho até Rio Gallegos foi muito confortável e bonito, as paisagens já começavam a mudar e as intermináveis e desafiadoras retas da Ruta 3 estavam diminuindo.
Em Rio Gallegos pudemos retornar ao Brithish club para jantar, relembrando nossa ceia de ano novo em 2006, quando por aqui estivemos pela primeira vez.
Logo cedo partimos para cumprir os poucos mais de 300 km que nos trariam a El Calafate!  Logo estávamos percorrendo os KM iniciais da Ruta 40, que se estende por mais de 5.000 km, cruzando 11 províncias Argentinas até a divisa norte com a Bolívia em La Quiaca. Seguramente a 40 é uma das mais emblemáticas rodovias do Mundo e destino de milhares de aventureiros de todas as partes.
De repente, nossos olhos avistaram a Cordilheira dos Andes, picos nevados que se elevavam acima dos vales inóspitos, mais uma vez uma descarga de adrenalina e emoção.
Chegar em El Calafate marca, de certa forma, o meio da viagem, não de forma cronológica mas dos objetivos alcançados. Iremos aos poucos avançando rumo ao norte, ora pela Ruta 40, ora pela Carretera Austral - Ruta 7 (Chile) e depois pela Rodovia Panamericana até Santiago.
Ontem e hoje foram dias intensos de emoções, mas tranquilos de atividades e pudemos descansar um pouco. À partir de amanhã, deixaremos o conforto das rodovias pavimentadas para enfrentar trechos do temido (a)rípio. É sempre um desafio e dá um frio enorme na barriga, tudo é muito selvagem, longínquo, desprovido de recursos. Estamos preparados, materialmente e psicologicamente para enfrentar e realmente esperamos que não tenhamos imprevistos.
O Glaciar Perito Moreno é uma visão arrebatadora, ficamos horas apenas olhando e caminhando pelas passarelas, magnetizados pela imponência e grandiosidade desse maciço gelado que remonta a última glaciação, uma testemunha de mais de 10.000 anos!!
Nos vemos On The Road!!
feliz 2016!!
Plinio

















quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

RIO GALLEGOS - EL CALAFATE

Dia de visual lindíssimo!
Começamos por percorrer uma região bem desértica,  com poucos povoados e baixo fluxo de veículos.  O cenário foi ficando cada fez mais encantador, até  culminar com nosso passeio no Perito Moreno.
Postaremos apenas duas fotos agora, pois acabamos de chegar ao hotel e muuuito cansados. Os relatos deixaremos para amanhã. Boa noite para você! Para nós, um necessário descanso...

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

COMODORO RIVADÁVIA - RIO GALLEGOS

Hoje tudo foi favorável, inclusive os ventos, que foram gentis conosco e sopraram de modo mais sereno. Não só para nós, mas para muitos outros aventureiros que encontramos. Foi um dia bem intenso de relacionamentos, o que torna a experiência de aventurar-se bem mais rica e interessante. É bom demais ouvir as histórias e o entusiasmo dos que se põem à caminho...
No jantar aconteceu algo que parece ser característico apenas de obras de ficção. Estávamos jantando no Clube Britânico, em Rio Gallegos e encontramos um casal que morou por um tempo em Apucarana. Eram proprietários da Confeitaria Áustria e nós seus clientes habituais. "Pequeno planetinha ", não é mesmo?
Foi um dia em que foi possível desenvolver uma pilotagem em níveis superiores a 160 kms/h de forma segura. Só  não  foi possível manter  essa velocidade continuamente pois havia um risco: guanacos e mais guanacos.
O cenário já  mudou bastante, grandes alternâncias entre longas retas e curvas fantásticas, isso sem falar da beleza majestosa do Atlântico margeando um trecho da rodovia.  O céu  também  nos reservou visuais incríveis, com nuvens bem baixas, gerando uma sensação de proximidade.  Também mesclou céu azul, nuvens branquinhas e nuvens bem carregadas, com chuva anunciada...
Uma observação interessante é a constatação de que uma década depois,  ao percorrer o mesmo caminho, a Ruta 3, é possível traçar mudanças bem pontuais. Hoje há  um  número bem maior de veículos, de trechos duplicados, de turistas circulando por essas terras, mais investimentos em infraestrutura, mais postos de combustíveis, enfim, o sul está cada vez mais no mapa do turismo.
Vendo as placas indicando o Ushuaia bateu um certo arrependimento de não  ter contemplado nosso retorno à esse lugar mágico e emblemático que é o fim do mundo, a cidade mais austral do planeta. Mas tínhamos que fazer escolhas em função do tempo disponível para essa viagem.  Se é  que  precisamos de uma desculpa para voltar, essa seria uma perfeita  (rsrsrsrs).
Amanhã seguiremos rumo a El Calafate. É grande nossa expectativa.









segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

VIEDMA a COMODORO RIVADAVIA

As imensidões não deixam dúvidas, estamos na Patagônia, a cada KM rodado rumo ao Sul, as imagens vão mudando, o ar tem outro sabor e o céu um azul deslumbrante, o clima tem um humor próprio e pode mudar repentinamente. Não tivemos surpresas nos primeiros 600 km de hoje, saímos bem cedo de Viedma, uma pequena cidade, sem grandes atrativos e um hotel "caro" tendo em vista o nada que oferecia....mas, era a única opção e como nós dezenas de viajantes se sujeitam a pagar $ 50 por um quarto.
Os primeiros 600 km foram super tranquilos, um pouco de vento lateral, mas nada que assustasse. Em nossa primeira parada para abastecimento, haviam 2 postos, um Shell e um YPF, no Shell não havia combustível e no YPF uma fila enorme....definitivamente era hora de encher o galão de 10 litros que trouxemos para nos precavermos. É muito comum nessas regiões andarmos 250 a 300 km sem qualquer vestígio de civilização e, sempre corre-se o risco de chegar em um posto sem combustível. com o Galão passamos a dispor de 40 litros de combustível, +ou- 550 km de autonomia.
À medida que o dia avança e a temperatura avança, os ventos começam a ficar mais fortes, quem já esteve por aqui sabe do que estou falando....nos últimos 240 KM o "bicho pegou" ....os ventos estavam super fortes, rajadas constantes fazendo a moto dançar de um lado para o outro, 360 graus de planícies assoladas pelos ventos, não há como fugir, não há onde parar. A sensação é de estar levando uma surra, a velocidade despenca para 80 km por hora e os braços empedram segurando firme o guidon, a cabeça parece que vai ser ejetada do corpo...definitivamente não é tarefa fácil controlar a "nave mãe" e seus quase 300kg de peso embarcado. Por fim, vencemos os 830km, e chegamos em Comodoro Rivadavia, à beira do oceano.  Amanhã sairemos bem cedo para fugir um pouco dos ventos e chegar em Rio Gallegos.














domingo, 27 de dezembro de 2015

Lujan até Viedma

Hoje saímos bem cedo, pois sabíamos que o desafio seria grande, quase mil quilômetros entre Lujan e Viedma, que é  a porta de entrada para a Patagônia.
 O que não  imaginávamos era que enfrentaríamos temperaturas na casa dos 40 graus. Sabíamos que hoje nos encontraríamos  com os "vientos  laterales" da Ruta 3, mas jamais pensaríamos  em sentir o forte impacto desse vento associado ao seu intenso calor. Em um posto de gasolina da cidade de Bahia Blanca vimos um jornal noticiando a térmica  que se instalou na região, levando a cidade a enfrentar até 44,8 graus centígrados.
As 17:28h,  cruzamos o Rio Colorado e passamos a respirar o ar Patagônico, um sorriso brotou instantaneamente, adrenalina espalhada pelo corpo, o cansaço se dissipou, estamos enfim rodando em "solo sagrado"!!
Mais uma etapa cumprida... Amanhã  seguiremos rumo a Comodoro Rivadávia. Hasta la vista!