terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Puerto Bertrand a Coyhaique

No Green Baker Lodge,  amanheceu um pouco mais frio, saímos às 8h da manhã sob um céu limpo e com 7 graus,  alguns kms a frente e a temperatura estabilizou na casa dos 14 graus e ficou bem mais agradável a pilotagem. Nosso objetivo era percorrer  280km até Coyhaique, a maior cidade da Carretera Austral. O rípio da Carretera está muito bem compactado e percebe-se que o Governo chileno está investindo pesado nessa região. O que nos impressionou, para pior, foi a velocidade elevada com que os carros estão circulando por aqui, como o estado do caminho está muito bom, permite-se andar a velocidades maiores e isso torna as coisas um pouco mais perigosas. Aprendemos que “o homem patagônico não se acidenta porque sabe que não haverá socorro”. Essa frase me pareceu meio sem sentido nesses tempos de muito movimento e excesso de velocidade. Uma das coisas que me impus, desde a primeira vez que enfrentei o temido “a” rípio na Argentina em 2006, foi estabelecer uma velocidade limite, de 80km/h mesmo quando “parece” ser possível andar mais rápido. De moto, não importa a sua experiência ou habilidade, o rípio, assim com as grandes altitudes das Cordilheiras, tem humor próprio, e sempre poderá  haver  uma surpresa pelo caminho (um banco de areia, buracos etc...) Com a BMW preciso sempre me cuidar para continuar fiel ao meu auto imposto limite de velocidade, a sensação de segurança é incrível e facilmente pode-se estar a 100...120km/h...
Ao passarmos por Puerto Tranquilo, confirmamos, a Ruta 7 nunca mais será a mesma!  Em 2007 Puerto Tranquilo era um amontoado de casas, uma bomba de gasolina  e um punhado de barcos oferecendo passeios para a Capillas de Marmol ( Capelas de Mármore – Incríveis....mas não fomos dessa vez..) Agora, um Posto Copec, com cafeteria, e dezenas de pousadas e Quiosques oferecendo passeios as Capelas, caminhadas pelo Gelo, Treking.....Mais alguns Kms e encontramos centenas de trabalhadores e maquinas abrindo a estrada e a preparando para asfaltar. Os últimos 100km para chegar a Coyhaique  já estão todos asfaltados.
Em Coyhaique nos aguardava o Tarlom, amigo de longínqua data e companheiro de inúmeras outras aventuras. Nossas agendas não foram compatíveis  para viajarmos juntos  dessa vez, então,  combinamos de no decorrer da viagem  coincidiríamos nossos destino em algum ponto.  Passamos o resto do dia juntos, nos hospedamos em uma casa de um casal chileno que conseguimos pelo Air B&B e ficamos até perto da meia noite, petiscando, e jogando conversa fora.  Um belo encontro!
Plinio









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