
No Green Baker Lodge, amanheceu um pouco mais frio, saímos às 8h da
manhã sob um céu limpo e com 7 graus, alguns kms a frente e a temperatura estabilizou
na casa dos 14 graus e ficou bem mais agradável a pilotagem. Nosso objetivo era
percorrer 280km até Coyhaique, a maior
cidade da Carretera Austral. O rípio da Carretera está muito bem compactado e
percebe-se que o Governo chileno está investindo pesado nessa região. O que nos
impressionou, para pior, foi a velocidade elevada com que os carros estão circulando
por aqui, como o estado do caminho está muito bom, permite-se andar a velocidades
maiores e isso torna as coisas um pouco mais perigosas. Aprendemos que “o homem
patagônico não se acidenta porque sabe que não haverá socorro”. Essa frase me
pareceu meio sem sentido nesses tempos de muito movimento e excesso de velocidade.
Uma das coisas que me impus, desde a primeira vez que enfrentei o temido “a”
rípio na Argentina em 2006, foi estabelecer uma velocidade limite, de 80km/h
mesmo quando “parece” ser possível andar mais rápido. De moto, não importa a
sua experiência ou habilidade, o rípio, assim com as grandes altitudes das
Cordilheiras, tem humor próprio, e sempre poderá haver uma surpresa pelo caminho (um banco de areia,
buracos etc...) Com a BMW preciso sempre me cuidar para continuar fiel ao meu
auto imposto limite de velocidade, a sensação de segurança é incrível e
facilmente pode-se estar a 100...120km/h...
Ao passarmos por Puerto Tranquilo, confirmamos, a Ruta 7
nunca mais será a mesma! Em 2007 Puerto
Tranquilo era um amontoado de casas, uma bomba de gasolina e um punhado de barcos oferecendo passeios
para a Capillas de Marmol ( Capelas de Mármore – Incríveis....mas não fomos
dessa vez..) Agora, um Posto Copec, com cafeteria, e dezenas de pousadas e Quiosques
oferecendo passeios as Capelas, caminhadas pelo Gelo, Treking.....Mais alguns
Kms e encontramos centenas de trabalhadores e maquinas abrindo a estrada e a
preparando para asfaltar. Os últimos 100km para chegar a Coyhaique já estão todos asfaltados.
Em Coyhaique nos aguardava o Tarlom, amigo de longínqua data
e companheiro de inúmeras outras aventuras. Nossas agendas não foram compatíveis
para viajarmos juntos dessa vez, então, combinamos de no decorrer da viagem coincidiríamos nossos destino em algum ponto. Passamos o resto do dia juntos, nos hospedamos
em uma casa de um casal chileno que conseguimos pelo Air B&B e ficamos até
perto da meia noite, petiscando, e jogando conversa fora. Um belo encontro!
Plinio
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